Vice do primeiro governo de Aécio em Minas é interrogado no ‘Mensalão Tucano’

O ex-senador Clésio Andrade (PMDB), 64 anos, foi interrogado nesta quarta-feira (2) na ação penal da qual é réu dentro do processo do mensalão tucano. Ele é acusado de participar de desvio de verbas para beneficiar a candidatura à reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB) ao governo de Minas em 1998. À época, concorria como vice na chapa e, no interrogatório, afirmou que fez campanha paralela e investiu R$ 3 milhões não declarados.




Andrade é acusado de peculato e lavagem de dinheiro por ter, supostamente, tentado ocultar recursos recebidos do empresário Marcos Valério, sócios da agência de publicidade SMP&B. Segundo a denúncia, foram desviados R$ 3,5 milhões, a título de patrocínio para os cofres da campanha.

“A questão de declaração de campanha, eu não tinha conhecimento. Depois, nós viemos a saber que ela teria que ser consolidada à campanha principal. Como eu não tomei conhecimento, os gastos foram oficiais da minha empresa, foram dinheiro totalmente lícito, não foi dinheiro de caixa 2, então não havia necessidade”, justificou Andrade sobre a não declaração dos valores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O interrogatório ocorreu na 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte, no Fórum Lafayette. A audiência de instrução começou às 9h15 e terminou por volta das 10h50. Logo no início, Andadre negou as acusações. Ele foi interrogado pela magistrada Lucimeire Rocha, pela promotora Patrícia Medina de Almeida e pelo advogado Eugênio Pacelli.




No término, a defesa pediu mais prazo para analisar o processo, o que foi negado pela juíza. Ela estipulou um prazo máximo de 60 dias para promotoria e defesa apresentarem as alegações finais à Justiça.

Ao renunciar ao cargo de senador, em 2014, o processo foi enviado do Supremo Tribunal Federal (STF) para a 9ª Vara Criminal, em Belo Horizonte em agosto do mesmo ano. Clésio Andrade também ocupou o cargo de vice-governador no primeiro mandato de Aécio Neves (PSDB) no governo de Minas.

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