Brito mostra que a revista (sic) IstoÉ cometeu a maior gafe de sua história na tentativa de incriminar Lula

Fernando Brito: O grande furo de reportagem da revista Istoé é um sujeito com toda a pinta de desequilibrado que diz ter levado “uma mala de dinheiro” a Lula na “Morro Vermelho”, uma empresa do grupo Camargo Correa.

Trata-se do cidadão Davincci de Arruda Botelho, que diz ser “sócio de um ex-acionista da Camargo Correa”, morto há cinco anos.

Veja a apresentação da matéria:

O personagem que estampa a capa desta edição de ISTOÉ chama-se Davincci Lourenço de Almeida. Entre 2011 e 2012, ele privou da intimidade da cúpula de uma das maiores empreiteiras do País, a Camargo Corrêa. Participou de reuniões com a presença do então presidente da construtora, Dalton Avancini, acompanhou de perto o cotidiano da família no resort da empresa em Itirapina (SP) e chegou até fixar residência na fazenda da empreiteira situada no interior paulista. A estreitíssima relação fez com que Davincci, um químico sem formação superior(???), fosse destacado por diretores da Camargo para missões especiais. Em entrevista à ISTOÉ, concedida na última semana, Davincci Lourenço de Almeida narrou a mais delicada das tarefas as quais ficou encarregado de assumir em nome de acionistas da Camargo Corrêa: o transporte de uma mala de dinheiro destinada ao ex-presidente Lula. “Levei uma mala de dólares para Lula”, afirmou à ISTOÉ.

Não precisa força-tarefa para se  ter ideia de quem é Davincci Lourenço de Almeida, basta o Youtube.

Aqui você vê o sujeito em cima de um caminhão pedindo intervenção militar, dizendo-se “químico-físico das Forças Armadas” e contando ter sido procurado para “fazer a nanotecnologia das aeronaves do Exército”. Parei aí, mas quem quiser pode ver o resto.

Já aqui, o “delator” da Isto é faz outra grave denúncia: que a dengue e o zika virus são “manipulações” de Dilma Rousseff e apresentando o “seu” mosquito,  “que não é do PT”.

Em outra, o cidadão diz que Celso Russomano é cúmplice da manipulação de urnas eletrônicas.

E, pra terminar, o simpático delator demonstrando seu produto de alta tecnologia, um polidor de automóveis que “inverte o campo elétrico” e deixa seu carro brilhando.

Pô, Lula, quando você ganhar uma indenização da seríssima “Istoé”, manda alguém fazer uma doação pro Tijolaço, nem que seja um adicional por insalubridade de eu ter assistido essas drogas.

Eu não sei o que acabou primeiro: a inteligência, a decência ou o jornalismo.