Tendência aponta separação da chapa da presidente eleita Dilma Rousseff e de Michel Temer

As investigações nas ações que pedem a cassação da chapa vitoriosa na eleição presidencial de 2014 caminham a passos firmes, decepcionando os governistas que contavam com uma tramitação lenta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), depois da aprovação do impeachment da presidente Dilma Rousseff. No caso de uma eventual condenação, no entanto, para evitar a cassação do presidente Michel Temer, costura-se nos bastidores do TSE um acordo para separar as contas de campanha dele e da ex-presidente Dilma. Ao menos três ministros do tribunal estão dispostos a aceitar o pedido feito pela defesa de Temer.

O TSE é composto por sete ministros titulares. Bastam quatro magistrados para atingir a maioria que levaria Temer e Dilma a responderem a processos diferentes na corte. Os ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux já sinalizaram que consideram possível esta separação.




Ministros ouvidos pelo Valor contrários à divisão de responsabilidades, no entanto, avaliam que nunca houve precedente para este tipo de separação em outras ações da Justiça Eleitoral.

Para Gilmar Mendes, um pedido de cassação do governador de Roraima, negado em 2009, seria um caso que se aproxima do cenário atual. José de Anchieta Júnior assumiu o mandato em Roraima em 2007, quando morreu o então governador Ottomar Pinto. A campanha respondia a processo por abuso de poder econômico nas eleições de 2006. Os processos e as responsabilidades, no entanto, não foram separados. O TSE alegou na ocasião que não havia provas para a cassação.

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