Temer usou ‘conta de passagem’, sustenta defesa de Dilma no TSE

A defesa de Dilma Rousseff entregou nesta segunda-feira, 3, ao Tribunal Superior Eleitoral, planilha detalhando a contabilidade da chapa eleita em 2014 nas eleições presidenciais. A petição foi encaminhada ao ministro Herman Benjamin, relator do processo que analisa no TSE o pedido de cassação da chapa Dilma-Temer apresentado pelo PSDB. O julgamento começa nesta terça-feira, 4.

Os advogados entregaram a prestação de contas, única, apresentada à Justiça Eleitoral pela campanha, assinada em conjunto por Dilma Rousseff, Michel Temer e Edinho Silva. A defesa insiste que não é possível separar as contas da campanha, como argumentam os advogados de Michel Temer. A tese da separação vem sendo usada pelo PMDB para pedir ao TSE que puna apenas Dilma, sem impôr punição a Temer, caso a chapa venha a ser cassada pela maioria da corte.




As planilhas entregues pelos advogados revelam que a campanha arrecadou R$ 350 milhões, sendo R$ 330 milhões nas contas em nome de Dilma Rousseff e R$ 20 milhões da conta em nome do então vice-presidente Michel Temer. Do total arrecadado por Temer, R$ 9,6 milhões vieram do PMDB e quase 17 milhões foram transferidos às candidaturas estaduais do partido. Ou seja, a conta de Temer foi usada como “conta de passagem” para os candidatos do PMDB.

Na petição, os advogados comprovam que outros R$ 3 milhões foram usados na campanha Dilma-Temer. Isso representa menos de 1% do total arrecadado, sendo que R$ 2 milhões tiveram como destino a  contratação de um único fornecedor: a Gráfica Noschang, propriedade de um amigo de Eliseu Padilha, localizada em Tramandaí, no Rio Grande do Sul.

Os documentos comprovam ainda que a conta bancária utilizada por Temer, que integra a única prestação de contas da chapa, não teve relevância para a realização da campanha presidencial, sendo mera “conta de passagem ao PMDB”. Além do mais, fica claro que o candidato a vice foi diretamente beneficiado pela arrecadação das demais contas-correntes de campanha sob a titularidade da presidenta reeleita em 2014.

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