Temer não vai ao velório dos jogadores da Chapecoense; Dilma cancelou viagem internacional para ir até Santa Maria, em 2013

Jeferson Monteiro – Independente da posição política, causa muita revolta, tristeza e repúdio ler as inacreditáveis notícias de que Michel Temer não irá ao velório das vítimas da tragédia do Chapecoense por medo de vaias.

É desumano pensar que o “homem” que senta hoje na cadeira da Presidência da República não tenha a dignidade e a compaixão neste momento de profunda dor para nossa nação. O papel de um Chefe de Estado é representar o seu povo, é, sobretudo, sinalizar que os laços que nos unem são mais fortes que qualquer razão política ou econômica.




Todos já tinham comentado o fato dele ter preferido ficar em Brasília no dia da catástrofe para garantir a aprovação da PEC em vez de ter ido a Chapecó, o que seria o correto e natural. Assim foi em 2013, na tragédia da boate Kiss, em Santa Maria, quando a Chefe de Estado do Brasil não pensou duas vezes antes de cancelar a agenda na Cúpula da América Latina com a União Europeia, no Chile, e ir imediatamente para a cidade no Rio Grande do Sul.

Nessas horas não há fato político que seja maior que a dor de nosso povo. Temer é pequeno, não está a altura do nosso povo, não está a altura de nenhum brasileiro e nenhuma brasileira, o mais humilde de todos os brasileiros seria um Presidente mais digno que ele.

Por ironia do destino, restou ao povo brasileiro, hoje órfão de representatividade, se ver representado pelos políticos da nossa vizinha Colômbia, que conduziram ontem a bela e emocionante homenagem no Estádio de Medellín.