Temer não restringirá estrangeiros nas privatizações

O governo federal quer atrair grupos estrangeiros para os próximos leilões de concessão e privatização que estão em planejamento. O objetivo é elevar a competição pelos ativos num momento em que o governo precisa reaquecer a economia em recessão e encontrar novos investidores para substituir as grandes empreiteiras do país, afetadas pela Operação Lava Jato.

Está marcada para a próxima terça-feira (13) a primeira reunião do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), cuja criação foi uma das primeiras medidas de Michel Temer logo após assumir a presidência, na época ainda de forma interina.



Após a reunião, no Palácio do Planalto, o governo deve anunciar um pacote de concessões que deve incluir os aeroportos de Fortaleza, Florianópolis, Salvador e Porto Alegre, além de projetos nas áreas de rodovia, ferrovia, portos e saneamento.

Também deve ser anunciada a decisão de colocar à venda ativos no setor elétrico hoje em poder da Eletrobras. O governo já havia comunicado a intenção de vender a participação da estatal em empreendimentos como usinas de geração (hidrelétricas, termelétricas), transmissoras e distribuidoras de energia.

Em entrevista ao G1 em julho, o ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho, afirmou que haviam sido mapeadas 179 Sociedades de Propósito Específico (SPE) com participação da Eletrobras que podem ser vendidas por até R$ 20 bilhões.

Na época ele avaliou que a situação da Eletrobras é “extremamente delicada” por conta de seu endividamento e, por isso, a empresa “precisa de recursos para poder sanar os problemas.”

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