Surge um novo nome no golpe tucano: Antônio Anastasia (PSDB-MG) é cotado para substituir Temer

Tratada com reservas e incredulidade até duas semanas atrás, a possibilidade de que o presidente Michel Temer não chegue ao final do mandato em 2018 agora é discutida abertamente nos meios políticos. Partidos e lideranças já se articulam e fazem projeções para a possibilidade de uma eleição indireta para presidente no ano que vem caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decida cassar a chapa Temer/Dilma Roussef com base em uma ação proposta pelo PSDB.

Embora a possibilidade ainda seja remota, nomes como o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, do ex-ministro da Defesa Nelson Jobim e do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) são citados constantemente como possibilidades em um eventual Colégio Eleitoral.

No Congresso, o cenário de interrupção do mandato de Temer e realização de eleições indiretas já é debatido abertamente. “Há um risco sério de condenação da chapa em função das delações. Nós supomos que elas serão acompanhadas de provas”, disse o senador Álvaro Dias (PV-PR).




No PSDB há quem defenda, como o senador José Aníbal (SP), que o partido “se desinteresse” formalmente pela ação no TSE. Já o grupo de Aécio Neves (MG) avalia que seria um desgaste desnecessário, já que nesse cenário o Ministério Público assumiria a ação. O fato é que a legenda decidiu não recorrer, seja qual for o resultado.

Partidos avaliam que está se formando a “tempestade perfeita” para Temer com a economia patinando, quedas sucessivas de ministros sob acusações de corrupção, a delação da Odebrecht e manifestações de rua tanto à esquerda, que já pede explicitamente o “Fora, Temer”, quanto à direita que, por enquanto, mantém o foco no Congresso e poupam o presidente.

Dos nomes citados, o que surge com mais força é o de Jobim, que é filiado ao PMDB e foi ministro tanto nos governos do PSDB quanto do PT, tem bom trânsito em todos os setores da política e conta com a simpatia de personagens em polos tão distintos como o ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB-SP), e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
FHC já disse reiteradamente que não quer, Meirelles está debilitado pelo fraco desempenho econômico e Anastasia ainda é visto como uma aposta de Aécio.

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