Sinal verde para a segunda fase do golpe: elite paulista autoriza os ‘amarelinhos’ saírem às ruas

Os trajados de verde e amarelo anunciaram que vão às ruas exigir o afastamento de Michel Temer. O movimento já era esperado por esse site, que desde o início bateu na tecla de que o Golpe de 2016 não foi executado para beneficiar o pmdebista. O fato apenas marca o início da segunda parte da trama.




Não. Definitivamente, as pessoas que vão às ruas, com direito a Champagne, cães da raça Poodle e requinte, não têm o poder de retirar, sequer, um cisco de poeira da cadeira presidencial. Os atos dessa turma são apenas ações de marketing, peças publicitárias que adornarão os canais de TV, com o travestimento do real desejo popular – o que permitirá enorme ganhos aos lobistas de plantão devido às pertubações no câmbio e na bolsa de valores.

Há quem não entenda o motivo que manteve essa turma “adormecida” após a deposição da presidenta eleita Dilma Rousseff. Mas é simples. O PSDB paulista e o mercado, até então, não tinham dado a autorização e, consequentemente, o aporte financeiro para manter essas pessoas nas ruas. Como os tucanos já estão praticamente fora de um governo que não existe – apesar da resistência de Aécio Neves, que não é paulista e que sabe muito bem que por ser mineiro não participará da partilha do fruto do golpe – chegou a hora de seguir em frente.

A sequência prevista no roteiro da plutocracia paulista prevê a queda de Temer, que foi apenas um beneficiário momentâneo do Golpe de 2016 e que pôde trabalhar a serviço da elite, com Medidas Provisórias, Projetos de Lei e Projeto de Emenda à Constituição. Enfim, o tempo acabou. Chegou a hora de entregar o poder à engrenagem matriz de todo esse processo. Rodrigo Maia está pronto para assumir e convocar eleição indireta para presidente. A segunda fase do golpe só findará quando o eleito pelo Colégio Eleitoral assumir. A elite decidirá. É previsto que a pessoa escolhida seja do PSDB ou de algum “partido satélite tucano” e que governe de acordo com o mercado financeiro e com a pauliceia.



A terceira e última fase da trama prevê o prolongamento do mandato do presidente escolhido indiretamente. Há a possibilidade também de ocorrerem eleições diretas em 2018, desde que não haja candidatos que ameacem o intento da cúpula do PSDB paulista. Nesse cenário, Geraldo Alckmin será o beneficiário final.

Tudo isso ocorre devido às sucessivas derrotas do PSDB nas últimas eleições presidenciais. A rivalidade entre mineiros e paulistas só fez alimentar o isolamento de Aécio. A pauliceia não elege um presidente há 111 anos, e para ela, isso é o “fim do mundo”. E esse é o momento de se conseguir algo que os paulistas jamais conseguiram desde a época da política do café-com-leite: a hegemonia nacional.

Há tempo e meios para evitar tudo isso, mas o povo brasileiro ainda não compreendeu a magnitude da força que tem para exigir, pressionar e até mesmo forçar a anulação do impeachment da presidenta eleita Dilma Rousseff – que findaria todo esse processo que assola o Brasil. No dia que essa compreensão vier, a elite não mais lhe “vestirá a canga”.