São Paulo da ‘jestão’ Doria tem arrastões até em cemitério

No cemitério o cenário é de falta de iluminação noturna e lixo espalhado, o que atrai urubus.

Também há problemas de moradia apontados pelos moradores. O índice de favelização está entre os dez maiores de São Paulo. No total, 22% das casas estão localizadas em áreas de favela, cerca de 11 mil moradias.




O distrito de Cachoeirinha também não tem nenhum CEU. Um terreno abandonado há anos até foi levantado pelos moradores como opção para a construção do equipamento.

O CEU mais próximo fica no distrito de Brasilândia, que faz limite com Cachoeirinha, mas dependendo da região fica longe para alguns moradores. Uma unidade ooderia ajudar na formação dos jovens para conseguirem emprego, já que 14% dos jovens entre 15 a 29 anos não têm emprego.

Outro tema referente à educação que é demandado pelos moradores é a reativação do Telecentro, desativado em 2013. Ele foi usado como abrigo temporário, mas atualmente está fechado.

O vice-presidente do Conselho de Segurança da Cachoeirinha, Renato Martins, contou que o equipamento era importante para estudantes da rede pública que usavam o espaço para pesquisas e trabalhos escolares e também para o público idoso, que fazia cursos de aperfeiçoamento.




Cachoeirinha é considerado um distrito dormitório para muitos moradores. Muita gente trabalha no Centro e precisa se deslocar diariamente até lá. A principal opção é a Avenida Inajar de Souza, que praticamente vai do Parque da Cantareira até a Marginal Tietê.

Um corredor de ônibus foi entregue nesse ano para fazer o transporte público andar mais rápido, mas possui um gargalo no trecho final, próximo ao terminal Vila Nova Cachoeirinha, onde o corredor sai do canteiro central e vai para o lado direito.

Os ônibus articulados ficam atravessados no meio da avenida e causam um grande congestionamento. O advogado Paulo Cahin, que mora há 30 anos na região, diz que, além disso, a qualidade do asfalto deixa a desejar. Até o terminal, o asfalto é bem feito e há iluminação nas paradas. Depois, há buracos, pontos sem proteção e falta de sinalização.

A Vila Nova Cachoeirinha não conta nem com Metrô nem a CPTM. As obras da Linhas 6-Laranja que ligam a Brasilândia até a estação São Joaquim, no Centro, só devem ficar prontas em 2021.




A falta de zeladoria na região também foi apontada pelos moradores como um problema. No Largo do Japonês, área conhecida de comércio, o lixo é gerado pelos próprios comerciantes, que abandonam caixas e embalagens diariamente na rua. Segundo o comerciante Massayoshi Furuno, a limpeza não é feita todos os dias.

O aumento da população de rua também gera reclamações. A maior parte deles dorme na Rua Julião Ferreira da Silva, em frente a agências bancárias e do Terminal Cachoeirinha.

O distrito localizado na Zona Norte está entre os 20 mais populosos de São Paulo e tem 157 mil habitantes, distribuídos em 23 bairros. A maioria deles, 63%, pertence à classe C. A renda média é uma das mais baixas, de R$ 874, e está na posição 71 do IDH, dos 96 distritos da capital.

Via CBN
Foto: Évelin Argenta