Ricardo Boechat: ‘Não há o que comemorar quando a democracia caminha na anormalidade’





247 Em seu comentário matinal para a BandNews, o jornalista Ricardo Boechat definiu esta quarta-feira, 31 de agosto, como “um dia triste”, horas antes de a presidente Dilma Rousseff ser afastada do cargo pelo Senado Federal. Segundo Boechat, “não há o que comemorar”.

“Qualquer país que tenha que apear do poder um presidente eleito, em uma eleição confusa e cheia de mentiras dos dois lados, mas democrática e direta, qualquer país que caminhe para isso em uma ruptura democrática não pode ser um país que comemore esse tipo de situação”, disse.

“O melhor é que as eleições decidam”, acrescentou Boechat, destacando que “a rigor não há o que comemorar quando a democracia caminha na anormalidade”. “É um dia que eu preferia que não existisse, porque é uma ruptura, um trauma”, afirmou.

Sobre o presidente interino, Michel Temer, Boechat declarou que ele “não terá mais tempo nem álibi para justificar, com a discussão do impeachment, nenhum ato que deixe de praticar dentro daqueles que o país espere que pratique”.

“Acabou o álibi para Temer e seus aliados. É hora dessa gente mostrar a que veio, mostrar que razões motivaram essa conspiração, essa luta política da qual hoje pode sair e sairá vitoriosa”, afirmou. “Temer, comece a mostrar serviço”, cobrou.


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