Quase 1000 escolas do Paraná estão ocupadas contra as medidas de Michel Temer e Beto Richa

A Seed (Secretaria de Estado da Educação) informou que até a noite dessa segunda-feira (17) 45% das escolas do Paraná tiveram seu funcionamento afetado pelas ocupações dos estudantes ou pelo primeiro dia de greve dos professores, com 967 escolas. A rede tem 2.150 escolas – das quais 55% funcionaram normalmente.

O movimento estudantil segue crescendo e nessa segunda, segundo a Seed, já eram 570 escolas ocupadas. O Movimento Ocupa Paraná contabiliza ocupações em 642 escolas, 11 universidades de dois núcleos estaduais da Educação.




A greve fechou totalmente 5% das escolas (cerca de cem) e em 18% o funcionamento foi parcial. Além dos professores, nessa segunda ainda entraram em greve a Polícia Civil, e mais três universidades estaduais, que ficam fechadas até a reunião marcada com o secretario da Fazenda, Mauro Ricardo.

O governo decretou recesso de cinco dias em 570 escolas. Assim, nestes locais a previsão é de que as aulas devam ir até 28 de dezembro. Caso as ocupações ainda durem mais uma semana, o calendário terminará apenas em 2017.

Segundo a secretária estadual da Educação, Ana Seres, o problema é que os professores têm direito a férias em janeiro, e uma reposição nesse período teria que ser aprovada por 100% deles. Assim, a Seed já avalia aumentar a carga horária dos alunos, medida já tomada no ano passado.

Apesar de ter obtido decisões favoráveis em Londrina, Goioerê e São José dos Pinhais, o governo decidiu que não fará reintegrações de posse em escolas. “Nós sabemos que nessas invasões têm um ingrediente político, e é natural que dentro desse ingrediente existam pessoas infiltradas, que estão loucas para que nós mandemos a polícia reintegrar para criar todo um conflito novamente. Nós não vamos cair nessa” disse o secretário chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni.

Na noite dessa segunda ocorreu uma primeira reunião entre o professores e a Casa Civil. Para esta terça está marcado novo encontro de servidores com o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo, sobre a data base. Eles cobram o reajuste salarial pela inflação, que havia sido prometido em lei pelo governo no ano passado.

Leia mais no Paraná Portal


Leia mais