Quando falaremos sobre corrupção de empresas privadas?

Priscylla Silva – Lendo diversas matérias sobre corrupção na política financiada pela iniciativa privada, achei um material da Folha de São Paulo de 1995:

1 – Antes das eleições de 94, a descrição das contas das campanhas era clandestina;

2 – Os maiores doadores eram as grandes empreiteiras e os bancos;

3 – Empresas ligadas à área de telecomunicações, um setor emergente à época, também se destacaram entre os doadores. O candidato preferido foi FHC;

4 – FHC ganhou. Propôs e obteve do Congresso a quebra do monopólio da Telebras;

5 – A Folha rastreou emendas de congressistas na Comissão de Orçamento. Encontrou casos de deputados que propuseram a liberação de recursos para obras tocadas por seus patrocinadores eleitorais;

6 – Aldo Rebelo (PC do B-SP). Crítico da proposta de Lei de Patentes desde 91, o candidato recebeu em 1994 doações de laboratórios nacionais;

7 – No Congresso daquela época, a campanha mais cara foi a de José Serra (PSB-SP): R$ 1,894 milhão. Indicado ministro do Planejamento, Serra deu vaga ao suplente Pedro Piva, sócio da Klabin, 12ª no ranking dos maiores doadores.

Quando falaremos sobre corrupção de empresas privadas para atender a interesses próprios – o “famoso” lobby?

Priscylla Silva é estudante de geografia na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul e militante de esquerda.