Priscylla Silva: Precisamos falar de lobby

patyPriscylla Silva

Essa é uma prática que não é exclusiva na ‘Democracia Brasileira’, mas é a prática mais usual do sistema capitalista. A célebre frase ‘Menos Estado’ é aplicável somente na sociedade sem poder algum decisório dentro desse sistema.

Essas delações sobre quantias e apelidos é, possivelmente, a ponta do Iceberg que deixam você ver com a premissa de que “tá tudo indo bem”. Nessa ponta, tanto esquerda quanto direita apenas debatem os CORRUPTOS e não alisam os corruptores (Empresas privadas e afins).

Debatemos apenas as doações ilegais e nem percebemos que o conjunto da ópera é apenas o sequestro do Estado para interesses de uma minoria se beneficiar com Projetos de Leis, Licitações, Decretos e etc.

Vamos a um exemplo clássico do uso do Lobby (legais e ilegais) a esse interesse dos que querem menos Estado para o povo, protecionismo para seus negócios:

Qual o motivo de uma Campanha para Presidência da Câmara ter cifras milionárias?




Na campanha para o cargo que elegeu Cunha Presidente, segundo ‘Congresso em Foco’, cinco dos mais poderosos setores da economia brasileira financiaram a maior parte da campanha dos candidatos à presidência da Câmara. Não firmaram patrocínio exclusivo para um candidato, dos três, apenas um (Chico Alencar) candidato se recusou a aceitar doações de Empresas e Empresários (doando como Pessoa Física), inclusive foi seu maior doador na sua campanha.

Empresas de mineração, indústrias de bebidas e alimentos, instituições financeiras e construtoras foram responsáveis por 65% das contribuições declaradas pelos postulantes ao comando da Casa. Os beneficiários foram os deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Júlio Delgado (PSB-MG).

Juntos, os quatro candidatos declararam ter arrecadado R$ 13,6 milhões. Desse total, R$ 2,3 milhões foram transferidos por empresas de mineração (17%), R$ 2 milhões (15%) da indústria de bebidas, R$ 1,5 milhão (11%) da área de alimentos, R$ 1,6 milhão (12%) de instituições financeiras e R$ 1,3 milhão (10%) de empreiteiras, segundo Congresso em Foco.

No setor de mineração, nessa campanha para Presidência da casa, Eduardo Cunha foi o preferido pelo Setor, com R$ 1,7 milhão de doação, isso representa 25% dos R$ 6,8 milhões declarados pelo deputado à Justiça eleitoral.

Aqui abre a questão pra o Debate: Qual o real motivo dessas empresas agremiar doações milionárias para campanha política como um todo?
Quer conhecer um político e os “seus interesses” no atual cenário? 

Veja quem patrocinou sua campanha!

Priscylla Silva é estudante de geografia na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul e militante de esquerda.