Presidente do BNDES afirma que novas concessões se darão de acordo com o modelo tucano

O programa de concessões do governo Temer, que será lançado nesta terça (13), terá “premissas realistas” e “taxa de retorno necessária para atrair investidores”. Além disso, “a modicidade tarifária não será usada nos leilões”. Sai de cena o modelo da ex-presidente Dilma Rousseff que definia a menor tarifa como fator decisivo das disputas.

“O que ocorreu no passado é lição para não se repetir no presente e no futuro. Quantas concessões não se viabilizaram? Diversas, por razões diferentes”, disse a presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Maria Silvia Bastos Marques, 59.




O banco foi usado como “acomodador do risco regulatório e do risco de crédito”, disse. Nessa linha, “o BNDES não fará mais empréstimos-ponte” (financiamento temporário até que um contrato definitivo seja aprovado), anunciou, em entrevista à Folha, concedida na sexta (9) na sede do banco, no Rio.

Uma das novidades do PPI (Programa de Parcerias e Investimentos) será a inclusão, a pedido de governadores, de um plano de concessões. A primeira parte será para saneamento. Companhias de três Estados estão na lista: Rio, Pará e Rondônia.

Economista, com passagem pelos setores privado e público, Marques diz que o banco está revendo todas as condições de financiamento, para todos os setores. Ao ser questionada se achava se o BNDES deveria ser menor, respondeu que não e que considera essa “uma discussão esotérica”.

Leia a entrevista na Folha.