Presidente da JBS comenta suposta relação com o PT: ‘Lenda urbana ridícula’

Questionado pela Folha de São Paulo sobre a relação da JBS com o Partido dos Trabalhadores – Wesley Batista, presidente da empresa, respondeu:




“É a lenda urbana mais triste que tem no país. No Brasil, existe uma mania e uma cultura ruim de se atrelar progresso a alguma coisa. Nós temos dificuldade em admitir que você pode progredir ou ter sucesso sem ter sido ajudado por alguém. Não fomos e não somos muito próximos a partido nenhum. Nós carregamos um carma de fazer parte daqueles campeões nacionais eleitos pelo governo do PT. Quem se deu ao mínimo de trabalho de ir lá e analisar e estudar vai ver que isso é uma lenda urbana ridícula. O BNDES investiu na JBS, no Marfrig, no Bertin e no Independência. Que escolhido é esse que fomos? A gente fica triste com isso. Conhecemos todos os partidos. Não temos ligação aí. Primeiro, a JBS não tem um centavo de dívida com o BNDES. Já vi pessoas falando que a JBS recebe dinheiro a juros subsidiados. Segundo, a JBS fez o maior IPO [abertura de capital] da Bolsa brasileira até o ano de 2007 sem participação do BNDES. O banco foi importante? Claro que foi. Qualquer sócio que acredita em você de forma mais relevante é importante na sua vida. O BNDES tem um braço que se chama BNDESPar. Ele só existe para isso. Se a sociedade acha que isso não deve existir, é outra discussão. Nos fundos é a mesma coisa. Previ [fundo dos funcionários do BB], Petros [dos da Petrobras], Funcef [dos da Caixa] têm investimento em renda fixa e em renda variável. É assim no mundo inteiro.”


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