Início Notícias Presidenta Dilma Rousseff afirma que Temer quer transformar brasileiro em ‘carneiro’

Presidenta Dilma Rousseff afirma que Temer quer transformar brasileiro em ‘carneiro’

Em evento para defender seu mandato em Aracaju (SE), a presidente afastada Dilma Rousseff reiterou suas críticas ao governo do presidente em exercício Michel Temer, afirmou que querem retirar direitos dos brasileiros e se mostrou contrária ao projeto Escola sem partido, que supostamente defende a “neutralidade política, ideológica e religiosa”  nas escolas, em tramitação no Senado. “Eles têm uma pauta ultraconservadora”, disse. “A educação sem partido é na verdade o coroamento dessa visão”, afirmou, ressaltando que o projeto impedirá que as escolas formem cidadãos pensantes. “Querem nos transformar num bando de carneiros. Isso é a educação sem partido.”

Dilma disse ainda que o processo de impeachment “sem crime” é machista e que se inspira nas mulheres anônimas brasileiras “que lutam todos os dias”. “Eu não vou deixar de lutar”, afirmou.

A presidente afastada disse que com mobilização é possível persuadir os senadores para votar contra o seu afastamento definitivo. “Somos capazes de convencer, temos argumentos, a razão está do nosso lado, a democracia está do nosso lado”, disse. “Por fim, eu quero dizer que vou lutar para reverter o julgamento no Senado, mas eu tenho certeza de que a força do povo brasileiro é possivelmente o mais forte argumento que nós temos para colocar na mesa. A mobilização, a força e a firmeza de vocês são crucias nesse processo que vai daqui até o dia da votação do mérito (do impeachment)”, afirmou.

Dilma completou dizendo que “eles não têm como se defender do crivo e do julgamento da história”. “Uma vez traidor sempre traidor.” Como tem feito em todos os seus discursos desde que foi afastada, Dilma disse que os tempos são “muito difíceis” e que o “golpe” em curso no Brasil não usa tanques e nem armas, mas a mentira. “Eles não estão me julgando por um crime. Eles mesmos se confundem, não só a perícia do Senado me inocentou, mas me inocentou também o próprio Ministério Público Federal, mas isso pra eles pouco importa”, disse. “O que importa que é me afastar da presidência.”

(Estadão)


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