Policiais legislativos são presos por ajudarem deputados e senadores a obstruírem a Lava Jato

Via GGN:


A Polícia Federal, com apoio do Ministério Público Federal no Distrito Federal, deflagrou na manhã desta sexta (21) a Operação Métis, para desarticular uma “associação criminosa” responsável por obstruir a Lava Jato em favor de senadores e ex-senadores, informou a corporação.

Com autorização do juiz da 10ª Vara Federal, de Brasília, foram cumpridos nove mandados, sendo quatro de prisão temporária e cinco de busca e apreensão, um deles nas dependências da Polícia do Senado, contra o chefe do departamento, Pedro Ricardo Araújo Carvalho. Os quatro presos também serão afastados de suas funções.




De acordo com a PF, foram obtidas provas de que o grupo, liderado pelo diretor da Polícia do Senado, tinha a finalidade de criar embaraços às ações investigativas da Polícia Federal em face de senadores e ex-senadores, utilizando-se de equipamentos de inteligência.

“Em um dos eventos, o diretor da Polícia do Senado ordenou a prática de atos de intimidação à Polícia Federal, no cumprimento de mandado expedido pelo Supremo Tribunal Federal em apartamento funcional de senador”, diz uma nota da PF.

O episódio aconteceu em julho de 2015, quando policiais do Senado tentaram impedir o cumprimento de um mandado de busca e apreensão no apartamento do senador Fernando Collor (PTC-AL).

O grupo também fazia, por exemplo, varreduras nos apartamentos funcionais para identificar e remover grampos da Polícia Federal no âmbito da Lava Jato.

Os investigados responderão por associação criminosa armada, corrupção privilegiada e embaraço à investigação de infração penal que envolva organização criminosa (art. 2º, §1º, da Lei 12.850/2013). Somadas, as penas podem chegar a 14 anos e seis meses de prisão, além de multa.

O nome da operação faz referência à Deusa da proteção, com a capacidade de antever acontecimentos.


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