Patrícia Miguez: sobre os municípios que pretendem proibir fogos de artifício

Fogos de artifício podem até ser bonitos, mas alguns municípios brasileiros estão discutindo se devem ser proibidos ou não. Há uma série de vítimas: animais como gatos, cães e aves, que sofrem com o som excessivo, causando ataques cardíacos, fugas seguidas de atropelamentos, entre outros; crianças pequenas e bebês, que sofrem com o barulho; idosos, doentes ou acamados e casos de queimaduras gravíssimas.

Só para mencionar um dos casos da virada para 2017, a pequena Raphaelly, uma bebê carioca de apenas 10 meses, faleceu vítima de um rojão e o pai da menina foi internado com ferimentos graves.

Muitos argumentam que “sempre foi assim”, mas cabe à sociedade evoluir, sempre, e enxergar que alguns hábitos podem ser bastante prejudiciais. Hoje já há várias opções de fogos de artifício que praticamente não fazem barulho (embora ainda haja o problema das queimaduras e acidentes). Uma solução viável seria que os shows pirotécnicos acontecessem em cada município dentro de áreas pontuais, isoladas de bairros residenciais e com profissionais capacitados para operar os fogos.

Fica a pergunta: por que ainda é possível que qualquer pessoa compre um artigo explosivo, que pode até matar se não utilizado nas condições adequadas?


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