Patrícia Miguez: a juventude que me fez voltar a ter fé no Brasil – e o fascismo que enfrentam

patyPatrícia Miguez

Quando tudo nos leva a perder as esperanças em relação ao nosso país, uma chama aparece no meio da escuridão: o movimento estudantil. Jovens que resolveram juntar suas forças em um ato de coragem contra os retrocessos de um governo ilegítimo.

Enquanto fecho este texto, as estatísticas dos movimentos de ocupação anunciam um número de mais de 1200 escolas ocupadas em todo o território nacional. Em meio de acusações de depredação feitas pela grande mídia, vemos a verdade: imagens de escolas sendo reformadas, limpas e pintadas por alunos; oficinas e aulas sendo organizadas pelos próprios estudantes e por membros da comunidade.

Aplaudo vocês, adolescentes, de pé. E aplaudo ainda mais, pois resistem firme e fortemente diante de um fascismo assustador vindo justamente dos mais velhos. Esta semana, mesmo, tive que ler absurdos de incitação a violência, de gente que defende intervenções policiais aos estudantes. De gente usando adjetivos que tenho até vergonha de reproduzir se referindo a esta juventude que só merece as nossas palmas.




No Paraná, onde moro, e um dos estados com mais escolas ocupadas, Beto Richa – aquele que o país inteiro já conhece como o fascista que é – ameaça massacrar os alunos das ocupações. Há diretores de vários colégios fazendo o mesmo.

Mas nós agradecermos a vocês. E não apenas por lutarem contra um pacote de retrocessos, mas por nos trazerem esperança.


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