Para Renan Calheiros, denúncia contra Lula é exibicionismo e mobilização política

Jornal GGN O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), manifestou-se sobre a denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apresentada na última semana, afirmando nesta terça-feira (20) que a Operação Lava Jato precisa acabar com o “exibicionismo”.

Renan disse que as investigações da força-tarefa da Lava Jato representam “um avanço civilizatório”, mas que se deve separar “o joio do trigo”, em menção à apresentação comandada pelo coordenador da equipe, o procurador da República Deltan Dallagnol, para denunciar Lula no caso triplex, além de outros episódios.




O presidente do Senado defendeu que “nada vai deter a Lava Jato”, mas criticou duramente “a exposição das pessoas sem culpa formada”, o que, para ele, retira o prestígio do Ministério Público como instituição.

Para ele, a citação enfática de Dallagnol de que o ex-presidente Lula era “o comandante máximo do esquema de corrupção identificado na [Operação] Lava Jato” foi uma exposição sem consistência.

“A Lava Jato tem a responsabilidade de separar o joio do trigo e precisa acabar com esse exibicionismo, que vimos agora no episódio do presidente Lula e em outros episódios. Precisa fazer denúncias que sejam consistentes”, disse Renan.

 “Isso, em vez de dar prestígio ao Ministério Público retira prestígio do Ministério Público e obriga o Congresso Nacional a pensar numa legislação que proteja garantias, que facilite a investigação”, completou.

 O senador concluiu afirmando que “esse processo de exposição das pessoas sem culpa formada”, com a “denúncia por mobilização política”, “o país e as instituições perdem”.


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