Chegou a época dos pobres aplicarem seus capitais

O Brasil passará a viver novos tempos a partir de setembro. Tempos que os abonados tanto esperaram. Um velho novo tempo em que os bancos serão a “menina dos olhos” de parte da população que possui capital para fazer investimentos. Tendo em vista uma estimativa de inflação para 2016 acima da projetada nos tempos de Dilma Rousseff, as taxas de juros subirão, também, acima do esperado. 

A população brasileira não pensará duas vezes antes de fazer uma aplicação no banco de preferência, ela sabe que com os aumentos na taxa SELIC, os juros dos fundos de investimentos, poupança, CDB, LCI, etc, também aumentarão.




O número de pessoas dispostas em empreender vai diminuir muito nos próximos anos e, consequentemente, as ofertas de emprego também. Deste modo, para quem não conseguir uma vaga no mercado de trabalho, o ideal é aplicar o dinheiro que tem. Hoje, por exemplo, o CDB está com uma taxa de rendimento de quase 1%. Como a SELIC deve encerrar 2016 em 14,5 ou 14,75%, os ganhos com esse tipo de aplicação serão ainda maiores.

Seria uma ilusão querer investir no mercado imobiliário, o brasileiro sabe que esse não será o melhor caminho de agora em diante. Vender será difícil, comprar – quase impossível -, pois os juros dos financiamentos também acompanham a SELIC.

Essa dica é valida, também, à população que se encontra na extrema pobreza e aos novos membros dessa classe que advirão com a politica monetária atual. Captem seus recursos e apliquem na poupança ou no LCI, por exemplo, ambos são isentos de imposto de renda.

Ironias à parte, o que nos resta é lamentar, pois a nova política rentista que está de volta massacrará quem se utiliza do suor para ter uma renda. É a famosa política que favorece os que podem mais. É o velho novo modelo que já excluiu e excluirá as pessoas do orçamento brasileiro. Os ricos ficarão mais ricos, e os pobres – coitados – serão “engolidos”.

Tal política não prejudicará apenas pessoas físicas, mas, também, pessoas jurídicas. Os pequenos e micro empresários terão que “praticar malabares” para sobreviverem no mercado. E isso será um fator determinante para que a taxa de desemprego continue ascendendo.

Que comecem os jogos. E que muitos dos pobres que permitiram a cassação de seus votos de 2014 relembrem do que passaram até o início do século XXI e tenham a consciência do que enfrentarão nos próximos anos. Aos ricos, compaixão.


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