‘O STF não vai querer anular’: o pensamento de uma esquerda que ainda ‘bate continência’ aos poderosos

Choca-me ver gente com projeção no cenário político dizer que “Dilma não quer mais ser presidente” como se falasse “Dilma não quer mais ir para a festa” ou “Dilma não quer mais ir com a gente passear no shopping”.

A ditadura de 1964 formou uma geração de politizados com um espírito de subserviência, sem capacidade de análise da natureza humana, sem entender que política para muitos não é ser Madona, não é chegar ao estrelato, certamente resultante da educação militar.




O colega Henry Case definiu numa frase: “Dilma tem um senso cívico ímpar. Ela sabe que tem um dever a cumprir e não um cargo a ocupar”.

Lula tem direito de escolher se quer ou não ser candidato. Já Dilma pode até dizer que esse não é mais o foco dela, mas sabe muito bem que é a presidente legítima do Brasil.

O cenário político do momento retrata a mentalidade política do brasileiro. Temos uma direita analfabeta no assunto e uma esquerda que ainda bate continência aos poderosos, que diz “O STF não vai querer anular”, que não entende nada do papel do povo nem dos políticos numa organização social.

Miriam Morais


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