O fim da vida política de Michel Temer em pouco tempo

Após a denúncia oferecida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o Palácio do Planalto lutará, com o pouco que sobrou, para barrar o processo na Câmara dos Deputados. Com a iminente saída dos tucanos do governo, os “partidos satélites do PSDB” (DEM, PV, SD, PPS, entre outros) devem participar da debandada.




Caso a Câmara aceite a denúncia, restará ao Planalto apostar no arquivamento pelo STF. E se isso não ocorrer, Temer será afastado por até 6 meses, e dificilmente voltará. 

Temer poderia articular com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) – o próximo na linha sucessória -, a elaboração de um Projeto de Lei que o anistie, já que o indulto (perdão) presidencial só valeria em caso de condenação. Mas a aprovação de um preceito para proteger o pmdebista no Congresso Nacional é muito improvável.

Temer também poderia coordenar manobras na CCJ e no plenário da Câmara. O grande problema é que a denúncia oferecida pela PGR é apenas a primeira de três.

Os deputados teriam coragem de colocar a cara na TV, em três oportunidades, para fazer as rejeições? Por mais que a Câmara seja composta por centenas de suspeitos – a rejeição de três denúncias, ao vivo, em rede nacional, com os nomes e os partidos dos parlamentares ditos em alto e bom som é, também, muito improvável.

Parlamentares esvaziarão as sessões a pouco mais de um ano para as eleições? Incerto.

O cenário que se forma é o fim da vida política de Michel Temer em pouco tempo.