MP considera graves as informações sobre o escândalo do governo de Rodrigo Rollemberg

O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) admite: são graves as informações que levantou sobre a denúncia do suposto esquema de corrupção envolvendo a Mesa Diretora da Câmara Legislativa. Segundo a vice-procuradora geral do DF, Selma Leite Sauerbronn, providências serão tomadas. Para não atrapalhar as investigações, os detalhes, as provas e os nomes dos personagens realmente envolvidos no caso seguem em sigilo, por enquanto.

“Nós não temos como estar nos manifestando em relação à questão política. A nossa questão aqui são fatos. Vamos investigar. E havendo necessidade de as providências, essas providências serão adotadas. Isso com certeza. Não interessa quem quer que seja. Aliás, essa tem sido Ministério Público brasileiro. Não interessa quem esteja sendo investigado. Havendo elementos suficientes essas providências serão adotadas”, afirmou a vice-procuradora geral do DF.

Tendo acesso aos áudios, depoimentos e outros detalhes da denúncia, Selma Sauerbronn define o caso com uma palavra: grave. “Não tem como a gente receber esse tipo de notícia e achar que algo insignificante. Ela significa muito. São duas áreas caras à sociedade do DF. Vocês têm noticiado sempre as dificuldades da Educação e da Saúde”, comentou. Sem hesitação, a vice-procuradora geral do DF prometeu prioridade nesta investigação.

A denúncia partiu da deputada distrital Liliane Roriz (PTB). A parlamentar gravou conversas comprometedoras envolvendo personagens da cúpula da Câmara, a exemplo da presidente da Casa, deputada Celina Leão (PPS) e do ex-secretário geral da Mesa Diretora, Valério Neves. As gravações sugerem a existência de um esquema de cobrança de propina a partir do direcionamento de emendas parlamentares.

O caso está entrelaçado com outra acusação, feita pela presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde, Marli Rodrigues. A denúncia da sindicalista sugere a existência de uma rede de corrupção dentro do Governo Rollemberg, com desdobramentos na Secretária de Saúde.

Até o momento, o MPDFT colheu depoimentos de Liliane, de Marli, do jornalista Caio Barbieri e do presidente da Associação Brasiliense de Construtores (Asbraco), Afonso Assad. Barbieri ajudou Marli no levantamento de informações da denúncia. O empresário teria sido alvo de achaques de parlamentares no suposto esquema de corrupção da Mesa Diretora. Extra-oficialmente, outras três pessoas também teriam passado informações.

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