Miriam Galvani: O PT quebrou o país – o retorno

Sento-me à sala de espera de um determinado lugar, abro tranquilamente o celular e me deparo com a notícia no “G1: Envenenamento foi causa de morte de empresário encontrado em motel”.

Escreve o G1: “De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Morato era o “verdadeiro responsável pela empresa Câmara & Vasconcelos Locação e Terraplanagem LTDA”. Segundo o inquérito da PF, por meio desta e outras pessoas jurídicas, Morato teria “aportado recursos para a compra da aeronave PR-AFA (que caiu com Campos, em 2014) e recebido recursos milionários provenientes de empresas de fachada utilizadas nos esquemas de lavagem de dinheiro, engendrados por Alberto Yousseff, Rodrigo Morales e Roberto Trombeta, além de provenientes da construtora OAS”.




Muito se especulou acerca da morte de Eduardo Campos, ocorrida em 2014, em acidente suspeitíssimo.

Caro cidadão de bem, dedico-lhe, novamente, o texto.

Eduardo Campos disputava o segundo lugar nas intenções de voto com Aécio Neves.

Dilma em primeiro lugar, com margem pequena de vantagem.

E, neste cenário, morre Eduardo Campos.

Morre, após dois anos, de forma misteriosa (estou sendo novamente irônica) o empresário que possuía ligação com Eduardo Campos.

Como morreram, um a um, todos aqueles ligados ao caso Celso Daniel, em 2.002.

Coincidência?

Só se você for MUITO inocente, meu caro cidadão de bem.

Delineia-se, agora, com muita nitidez, os contornos daquilo que já estava mais do que acertado antes mesmo das eleições presidenciais: quem dominaria o cenário político e econômico do País.

Eduardo Campos era a pedra no sapato. Desconfio (na verdade creio piamente) que ninguém estava dando muito crédito às pesquisas de intenção de voto. Pensavam que Dilma sairia perdedora já em primeiro turno.

E Eduardo Campos, onde entra nessa história?

Não entra. Por isso precisava sair.

Sai Eduardo Campos, às lágrimas de crocodilo de alguns.

Para imensa surpresa da parcela que não deu crédito às pesquisas de opinião de voto, Dilma se sai vencedora nas eleições presidenciais.

“FRAUDE ELEITORAL!”, gritavam alguns.

“AS URNAS SÃO TOTALMENTE ABERTAS ÀS FRAUDES!”

“O PT FRAUDOU AS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS!”




Toda sorte de bobagens era vociferada, enquanto aqueles que mexem os bonequinhos do cenário lindamente pintado para você, riam-se internamente.  Já havia o “plano B”.

Somente se esquecia a plebe ignara que, houvesse mesmo fraude eleitoral, São Paulo jamais teria eleito Geraldo Alckmin.

Mas aqueles que mexem os bonequinhos do palco deixam sutilmente – ou seria ostensivamente – de mencionar tal fato.

Entra então em cena tudo aquilo que já foi exaustivamente discutido no texto anterior.

E você, bobo da Corte, ainda acredita que não é manipulado.

Pobre de você. Pobre de nós. Pobre do Brasil.

PS: Este texto deveria ser muito maior, e mais rico. Infelizmente, meus dedos estão atados ao sigilo advogado-cliente.

Miriam Galvani, advogada militante em São Paulo e Minas Gerais, procuradora do município de São Sebastião do Paraíso-MG, especializada em processo penal, ambiental e direito do consumidor.


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