Ministro interino reconhece que o Ciência sem Fronteiras de Dilma Rousseff é generoso demais

O ministro interino da Educação, Mendonça Filho (DEM-PE), disse ao jornal O Globo que o programa Ciência sem Fronteiras criado por Dilma Rousseff é generoso demais. Ele reconhece que países desenvolvidos, como Dinamarca e Suécia, não têm uma programa tão tão importante quanto ao criado pela presidenta eleita. O atual governo deveria se orgulhar disso e não dizimar o programa, que – como bem disse o ministro – não existe em países eu um estágio mais avançado de desenvolvimento.

MEC – O Ciência sem Fronteiras é um programa que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento – CNPq e Capes –, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC.

O projeto prevê a utilização de até 101 mil bolsas em quatro anos para promover intercâmbio, de forma que alunos de graduação e pós-graduação façam estágio no exterior com a finalidade de manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação. Além disso, busca atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros nas áreas prioritárias definidas no Programa, bem como criar oportunidade para que pesquisadores de empresas recebam treinamento especializado no exterior.

Ex-ministro, Aloísio Mercadante (PT-SP), que comandava o programa, criticou a interrupção: “É um absurdo acabar com o programa e essa oportunidade que ele representa. Houve uma explosão de aprendizado de língua no Brasil por causa do Ciência Sem Fronteira. O governo brasileiro precisa manter o esforço de formar pesquisadores de ponta e internacionalizar a ciência e a tecnologia e participarmos das cadeias de inovação do mundo. O Brasil é o 13º país do mundo em termos de produção científica. E esse esforço foi fundamental. Impulsionou a graduação, a produção científica. Nossos estudantes foram para 54 países e estiveram presentes em 182 das 200 mais importantes universidades”, disse ao Globo.

É lamentável ver a população assistir o fim desse programa de braços cruzados, afinal, ele só existe aqui e milhares de alunos brasileiros já aprenderam uma nova língua, que é dispensável para a formação de pesquisadores qualificados.


Leia mais