Michel Temer atrasa recursos do Fies às universidades há 3 meses; alunos devem ser afetados na matrícula

Instituições de ensino superior estão há três meses sem receber do governo federal os pagamentos referentes a alunos cadastrados no Fies (financiamento estudantil).

O atraso na verba está ligado a uma dívida da União com taxas bancárias, que levou ao bloqueio da abertura do sistema de renovação de contratos pela gestão Michel Temer (PMDB) no segundo semestre. Sem isso, as faculdades não recebem desde julho.




O Semesp (Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior) calcula a soma dos atrasos em R$ 5 bilhões, referentes a 1,8 milhão de alunos de 1,3 mil instituições. O diretor executivo da entidade, Rodrigo Capelato, afirma que as matrículas de alunos de 2017 podem ser afetadas se não houver regularização do problema em um prazo de até três meses.

“Instituições pequenas já enfrentam problemas graves como atraso no pagamento dos professores e funcionários”, diz. “Caso os repasses não sejam feitos até o final do semestre, muitas delas correm o risco de não ter condição financeira para renovar as matrículas desses alunos.”

Com o Fies, o governo banca as mensalidades, e os alunos só pagam os estudos depois de terminar o curso. Os contratos precisam ser renovados a cada semestre. A abertura do sistema de renovação está travada porque o governo diz não ter dinheiro para o pagamento de taxas administrativas dos bancos que fazem a gestão do Fies -Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

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