Michel Temer: a ameaça aos direitos trabalhistas

O “governo” do “presidente” Michel Temer deve encaminhar até o fim do ano ao Congresso uma proposta de reforma trabalhista e de regulamentação da terceirização.

A proposta do golpista propõe várias flexibilizações da CLT e da previdência (INSS). Assuntos como diminuição do horário de almoço para meia hora, “negociação a respeito de décimo terceiro salário e férias” e novas regras para aposentadoria estão sendo discutidos.

Temer defende que a idade de aposentadoria seja de 62 anos para mulheres e 65 para homens, por exemplo. Vale salientar que a expectativa de vida masculina em alguns estados brasileiros é de 66 anos, apenas a fim de ilustrar.

O golpista ainda defende o fim da integralidade da aposentadoria em casos de invalidez, que são alguns dos casos de pessoas que mais necessitam deste benefício.

Ainda há a sugestão de que o tempo de serviço feminino deve estar ligado ao número de filhos da mulher. O “governo” deseja, assim, incentivar a natalidade para “garantia das aposentadorias da população cada vez mais velha”. Para Temer, aparentemente, mulheres se auto-fecundam e geram filhos sozinhas, não havendo qualquer participação masculina no processo.

Se isso ainda não for suficiente, o vampiro em exercício deseja diminuir a cobertura do SUS e, para tanto, ofertar “planos de saúde populares“: ou seja, fazer a população pagar por um plano mais barato e com menos serviços: pagar por aquilo que hoje é seu direito como cidadão, e ter o benefício com menor qualidade.

No meio desta situação em que, desde sua criação, as leis trabalhistas nunca estiveram tão ameaçadas, se faz necessária uma greve geral. É importante que todos os movimentos sindicalistas unam forças e o Brasil faça uma greve geral – de quantos dias forem necessários -, para colocar um fim nesta situação.

Devemos fazer tudo parar: estradas, bancos, comércio, órgãos públicos, escolas, transporte coletivo e tudo o que for possível.

Precisamos defender os nossos direitos antes que seja tarde.


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