Metade do ministério de Temer responde a processos da Comissão de Ética Pública

Metade dos ministros do governo Temer responde a processos na Comissão de Ética Pública, dez deles acusados de votar pelo impeachment em troca do cargo. Um dos mais recentes é contra Alexandre de Moraes (Justiça), por ter dito que haveria nova fase da Lava Jato. O colegiado, que pode recomendar a demissão de ministros ou outra punição, é dominado por indicações de Dilma Rousseff. Temer só conseguiu nomear um deles e poderá indicar mais só em 2018. Os outros seis são da safra da petista e têm mandatos de três anos.




Na atual composição, a Comissão de Ética tem sido rígida nas recomendações. Com Dilma, pediu demissão de ministro e de diretor de agência reguladora, além de ressarcimento por uso irregular de avião da FAB.

Na lista dos dez ministros estão: Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), José Serra (Relações Exteriores), Bruno Araújo (Cidades), Maurício Quintella (Transportes, Portos e Aviação Civil), Mendonça Filho (Educação), Osmar Terra (Desenvolvimento Social e Agrário), Ricardo Barros (Saúde), José Sarney Filho (Meio Ambiente), Fernando Coelho Filho (Minas e Energia) e Ronaldo Nogueira (Trabalho).  Todos parlamentares. 

(Coluna do Estadão)