Medidas de Haddad aumentaram a velocidade nas vias em 11% e reduziram a emissão de poluentes em 5%

As faixas exclusivas para ônibus em São Paulo aumentaram, em média, 11% a velocidade desse transporte público na capital e reduziram em 5% as emissões de gases de efeito estufa por quilômetro rodado. Também diminuíram as emissões de outros poluentes prejudiciais à saúde.




Os dados, obtidos com exclusividade pelo Estado, fazem parte de um estudo do Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema) – oscip voltada para a produção de conhecimento científico sobre questões ligadas ao ambiente urbano – feito para checar se as polêmicas faixas, criadas pelo prefeito Fernando Haddad como uma das respostas às manifestações de junho de 2013 por melhorias no transporte coletiva, tiveram algum efeito prático.

Os pesquisadores avaliaram os parâmetros das linhas de ônibus em 2012, quando praticamente não havia faixas exclusivas, e em 2014, quando já existiam cerca de 300 km dessas faixas pela cidade. Para este trabalho, foram considerados 256 km de faixas que tinham pelo menos 1 km de comprimento.

Hoje esse número mais que dobrou. A cidade possui 516,9 km de faixas exclusivas. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), 426,9 km entraram em operação na atual gestão. Antes, São Paulo contava apenas com 90 km dessas vias.

Com base nos dados dos aparelhos de GPS instalados em toda a frota, fornecidos aos pesquisadores pela SPTrans, eles calcularam a chamada velocidade funcional, desde o terminal de partida até o terminal de chegada do ônibus.

Por esse critério, considera-se o tempo total de viagem, incluindo as paradas nos pontos e nos semáforos, e não somente enquanto o veículo está em movimento. A partir deste valor e de informações sobre o ônibus (como o tipo, idade, motor), a equipe pôde calcular o consumo de combustível dos ônibus e a emissão de gases pela queima desse combustível.

A conclusão foi que em 2012, no horário de pico da manhã, a velocidade média das linhas de ônibus era de 13,2 km/hora. Em 2014, tinha saltado para 15 km/h – um aumento de 13,8%. No pico da tarde, foi de 12,8 km/h para 14,1 km/h – aumento de 10,1%. As faixas da cidade em geral funcionam somente nesses dois períodos.

Apesar de algumas vias avaliadas terem registrado uma pequena redução da velocidade, a maioria teve ganho. Em 86% dos trechos com implantação de faixas, houve um aumento médio velocidade de 18%.

Andando mais rapidamente, os ônibus consomem menos combustível e, portanto, emitem menos poluentes. Além da redução de 5% nas emissões de gases de efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento global, houve queda de 6% nas emissões de material particulado (MP) e de 7% de óxidos de nitrogênio (NOx), dois componentes ligados a doenças respiratórias.

Leia mais no Estadão.


Leia mais