Marginais de SP têm 1 acidente a cada 4 horas após o aumento das velocidades; a culpa é do Haddad

As marginais Pinheiros e Tietê, na capital paulista, registraram nove acidentes 36 horas após o início aumento das velocidades máximas nas vias, segundo o SPTV. Até 19h de quarta-feira (25) foram registrados 5 acidentes, com duas pessoas machucadas. Na manhã desta quinta-feira (26), foram três acidentes. No início da tarde, havia um acidente.

Em 2016, após a redução das velocidades nas marginais, o número de mortes na Tietê e na Pinheiros caiu 57,14%. As duas marginais tiveram em 2016 uma média de 7 acidentes por dia, segundo dados da CET.




O programa Marginal Segura, que estabeleceu o aumento das velocidades máximas das pistas expressas, central e local das marginais começou à 0h desta quarta-feira, menos de um dia após a Justiça derrubar liminar que impedia a medida. O programa, segundo prometeu o prefeito João Doria, prevê também sinalização nas vias, aumento de fiscalização e atendimento nos casos de acidente. No entanto, houve demora no atendimento a feridos nesta quinta.

Na pista expressa da Marginal Pinheiros, antes da ponte do Jaguaré, no sentido Interlagos, houve uma queda de moto nesta quinta-feira. Às 6h15, havia um motociclista no chão. O resgate demorou mais de 30 minutos para chegar. Na direção contrária, depois da ponte João Dias, o acidente foi com duas motos. Nesse caso, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) chegou rápido, mas o resgate demorou.

Já na Marginal Tietê, um carro e uma moto bateram perto da ponte da Freguesia do Ó, no sentido Ayrton Senna, da pista local. O Samu socorreu uma pessoa, a CET interditou duas faixas e uma fila de carros se formou na única que dava pra passar.

Neste primeiro dia útil das novas velocidades, o trânsito ficou devagar no horário de pico da manhã em alguns pontos da Marginal Pinheiros, e os motoristas muitas vezes sequer conseguiam chegar à antiga velocidade máxima das pistas locais, de 50 km/h. “Eu estou até abaixo do limite, porque até acostumar com o novo a gente está andando abaixo, né”, disse o engenheiro químico Márcio Sabatino.

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