Manifestações de servidores e alunos deixam Beto Richa (PSDB) em situação delicada

Via Paraná Portal:


Duas categorias entram em greve nesta segunda-feira (17), outras estão marcadas para o dia 25, e pelo menos 470 escolas estão ocupadas em todo o Paraná. A semana começa com uma série de reuniões e expectativa de propostas por parte do governo do Estado para que serviços voltem à funcionar.

A pressão sobre o Palácio Iguaçu remete à greve dos professores que durou 44 dias em 2015 e ficou marcada pela ação violenta de policiais militares, no dia 29 de abril, quando mais de 200 pessoas ficaram feridas. O complemento deste ano é a mobilização de estudantes contra reforma do ensino médio, proposta pelo governo de Michel Temer (PMDB), por Medida Provisória. Também criticam a PEC 241, que congela os recursos para saúde, educação e a área social por 20 anos.




Além dos professores, que haviam aprovado a paralisação na última quarta-feira, os agentes da Polícia Civil decidiram na última sexta pela adesão à greve dos servidores públicos, que também inclui os docentes de universidades estaduais. Uma reunião entre governo e servidores está marcada para quarta-feira (19).

Os policiais aprovaram inicialmente 72 horas da paralisação com extensão condicionada à nova assembleia. Os servidores são contra o projeto do governador Beto Richa (PSDB) que impede o reajuste salarial (já com a tramitação suspensa pelo governo), além de pedir o aumento do efetivo, o fim da dupla função – custódia de presos em delegacias – e o pagamentos de progressões e promoções.

Segundo o Sinclapol (Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná), as delegacias vão funcionar com apenas 30% do efetivo – conforme determina a lei – e somente os casos mais graves serão atendidos, como flagrantes. Para fazer boletins de ocorrência a população deverá recorrer à internet, no endereço delegaciaeletronica.pr.gov.br.

MANIFESTAÇÃO

Servidores da Saúde e outras categorias, como agentes penitenciários, servidores técnicos de universidades e Abastecimento, marcaram greve para o dia 25 de agosto, mesma data de uma manifestação que pretende reunir todas as categorias. Chamada de “Grande ato da greve geral em Curitiba”, a manifestação deve reunir servidores de todo o Estado em Curitiba.

REIVINDICAÇÃO

No ano passado, para pôr fim a uma greve de 44 dias de professores estaduais, o governo aprovou na Assembleia Legislativa reajuste salarial do funcionalismo para 2017.

Pela lei, em janeiro do ano que vem, seria paga aos servidores a inflação deste ano acrescida de 1%. Agora, porém, o Executivo argumenta que a prioridade é zerar o passivo de progressões e promoções, que custará R$ 1,4 bilhão. O reajuste prometido custaria R$ 2,4 bilhões. A proposta atual do governo adia o pagamento do reajuste para quando houver disponibilidade financeira.

OCUPAÇÕES E RECESSO

Uma ‘reunião de emergência’ no Palácio Iguaçu entre líderes do governo do Paraná e secretários definiu na tarde desse domingo (16) que as escolas ocupadas terão recesso escolar decretado entre esta segunda (17) e sexta-feira (21) e que as negociações serão intensificadas com o acionamento do Conselho Tutelar e do Ministério Público.

De acordo com o movimento Ocupa Paraná, até a manhã deste domingo, 470 escolas e sete universidades estão ocupadas em todo o Estado.


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