Mais um inquérito civil é aberto para investigar irregularidades na gestão tucana em MG

A Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Minas Gerais instaurou inquérito civil para apurar denúncia de irregularidade na celebração, pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), de um Termo de Parceria Técnica para produção de sementes no valor de R$250.000,00 (duzentos e cinquenta mil reais).

A área da propriedade rural “Fazenda Ribeirão”, situada em Montezuma, no norte de Minas Gerais, pertence à empresa Perfil Agropecuária e Florestal Ltda., que tinha como sócio-proprietário o Sr. Aécio Ferreira da Cunha, pai do então governador do Estado, Aécio Neves da Cunha.

O Termo de Parceria Técnica foi assinado pela direção da Epamig e por Aécio Cunha no dia 19 de março de 2010, 11 dias antes de Aécio Neves deixar o governo de Minas para se dedicar aos preparativos para a eleição ao Senado.

Para o deputado Rogério Correia, autor da representação que motivou a instauração do inquérito, a questão levanta novas dúvidas sobre a “separação da vida pública e privada de Aécio”. “Já fizemos denúncias parecidas com essa. Ele, enquanto governador, beneficiou familiares com um acordo como este. O pai dele fez um contrato com o Estado enquanto ele era o chefe do Executivo. É claro que é algo a se desconfiar”, ressalta.

Veja aqui mais informações sobre o inquérito.

Na semana passada, foi noticiado pela imprensa que o MPMG instaurou inquérito civil para investigar o senador Antonio Anastasia,  por suspeita de irregularidades na desapropriação do antigo Jockey Club. Anastasia era sócio do Jockey Club, dono do terreno que foi desapropriado pelo Estado para a construção da sede do governo. Em 2010, foi acordada uma indenização de R$ 24 milhões para os sócios do clube. “O Anastasia era secretário de Estado e sócio do Jockey. Ele negociou com ele mesmo.

Rogério Correia é deputado estadual pelo PT de Minas Gerais.


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