Lula: ‘Quando terminei a presidência, achei que a luta tinha terminado. Mas estou vendo que a luta continua’

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta terça-feira (04) da abertura do segundo congresso da Industriall, entidade que reúne sindicatos de trabalhadores do setor industrial de todo o mundo.

Cerca de 1000 representantes de sindicatos do mundo todo e centenas de sindicalistas brasileiros se reuniram no Rio de Janeiro para debater a pauta e a solidariedade das lutas dos trabalhadores do setor.




Durante o evento, Lula relembrou sua trajetória no movimento sindical até a presidência da República no combate à fome e pelo desenvolvimento do Brasil. Lula alertou como, no mundo todo, os trabalhadores vivem a ameaça de regressão dos direitos, com os trabalhadores na Europa ameaçados de perder o que conquistaram no Estado de bem-estar social, e os da América Latina e África, proibidos de ter as mesmas conquistas. “Sem luta, a classe trabalhadora não conquista nada”, disse Lula.

Para o ex-presidente, “o pobre do mundo tem que entrar em cena outra vez. Se o mundo quiser sair da crise, era preciso que a gente tivesse coragem de incluir os pobres do mundo, principalmente na África e na América Latina, para comprarem as próprias coisas que eles precisavam e que os países ricos produziam”, acredita. 

Lula lembrou que quando estava no G20 era provavelmente o único representante que os trabalhadores tinham para apresentar sua pauta no fórum das maiores economias globais.

No Brasil, lembrou que a indústria naval só tinha 2 mil trabalhadores quando ele chegou ao poder, e que foram gerados 82 mil postos de trabalho nessa indústria entre 2003 e 2014. Desde então, lembrou o ex-presidente, já foram perdidos 40 mil postos de trabalho. “Vocês não podem deixar que as nossas sondas e plataformas sejam produzidas na China e na Coreia.”

O ex-presidente falou ainda sobre o golpe parlamentar contra a presidenta Dilma Rousseff e alertou sobre os retrocessos que o país está enfrentando. “Uma mulher honesta não conseguiu governar o seu segundo mandato, porque uma direita chegou a conclusão de que era preciso evitar que essa mulher continuasse governando o país. Fizeram um golpe parlamentar e agora estão prometendo aos trabalhadores algumas coisas que serão um retrocesso extraordinário.”, concluiu Lula. 

(LULA.com.br)


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