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Lula acompanhará julgamento no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

Ao lado de companheiros de partido e parceiros do movimento sindical, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá aguardar o desfecho do julgamento de sua apelação, nesta quarta-feira (24), no local onde deu os primeiros passos na vida pública, no fim da década de 1960: o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo.




O líder petista deve chegar à sede da entidade por volta das 8h30min e permanecer lá até o fim a sessão no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre. A decisão – confirmada pelas assessorias de comunicação do Instituto Lula e do sindicato – foi tomada depois que a Corte negou o pedido da defesa para que o ex-chefe de Estado fosse ouvido durante a audiência.

Morador de São Bernardo, o petista deverá ser recebido por um grupo de sindicalistas e correligionários. Existe a expectativa de que ocorra um “abraço simbólico” ao prédio – a ação seria uma forma de demonstrar apoio a Lula e, ao mesmo tempo, de manter afastados aqueles que pedem a prisão do ex-presidente.

Assim que sair a decisão em Porto Alegre, o petista deverá se dirigir à cidade de São Paulo, onde participará de ato na Praça da República, no Centro, ao lado de deputados e senadores do PT e fará um pronunciamento. Parlamentares gaúchos como Paulo Pimenta e Maria do Rosário já confirmaram presença.

Enquanto isso, na véspera da decisão que pode mudar os rumos da política nacional, São Paulo vive um dia de rotina, com os congestionamentos de sempre e o vai e vem frenético das multidões. Até as 16h desta terça-feira (23), não havia sinais de manifestantes pró ou contra Lula nos principais pontos da metrópole – nem mesmo bandeiras solitárias. Vendedores ambulantes, motoristas e transeuntes abordados pela reportagem sequer sabiam do julgamento.

— Sério mesmo que o Lula vem aqui? Tomara que o pessoal compre bastante água, porque a coisa anda difícil — brincou o vendedor Ailson Castelo Souza, 17 anos, que trabalha em uma banca na Praça da República.

No fim da tarde desta terça, ocorreram duas mobilizações na Avenida Paulista. Com apenas uma quadra de distância, manifestantes pró e contra o ex-presidente disputaram atenção de motoristas e pedestres – e protagonizaram momentos de tensão. 

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