Lúcio Funaro deve citar Michel Temer em acordo de delação premiada

Principal operador financeiro do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o doleiro Lúcio Bolonha Funaro está negociando um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Preso em Brasília desde julho do ano passado, ele pretende citar o presidente Michel Temer em seu depoimento.




Funaro é cliente do criminalista Cezar Bitencourt, que nesta semana assumiu também a defesa de Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor especial de Temer flagrado com uma mala recheada de propina. O advogado diz ser contrário ao uso da delação, mas garante que o interesse de seus clientes é prioridade. Funaro, preso, e Rocha Loures, solto, querem falar.

As duas colaborações, se confirmadas, podem comprometer seriamente o governo Temer, que ainda tenta se recuperar do estrago causado pela delação da JBS.




Funaro foi protagonista do primeiro episódio em que o nome de Temer apareceu na esteira da Lava-Jato. Executivos da Odebrecht disseram em delação premiada que o doleiro entregou um pacote com R$ 1 milhão ao empresário José Yunes, amigo de Temer. Após a denúncia, Yunes pediu demissão do cargo de assessor especial do presidente.

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