Luciana Oliveira: Sheherazade chama de burro quem a defendeu de assédio moral

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Eu avisei!

Disse que era capaz dela não gostar da solidariedade que recebeu, sobretudo da esquerda, pelo assédio moral que sofreu em cadeia nacional.

No dia seguinte à humilhação em frente às câmeras do SBT, publiquei:




Sheherazade não é vítima de machismo, porque ela nega o machismo.

Não creio que ela se sinta humilhada pelo patrão, vítima.

Sempre potencializou críticas misóginas.

Não por mérito, mas escolha, está ao lado dos opressores.

Reconheço a conduta abominável do Silvio Santos, mas será que ela admite que ele errou?

Ela chama feministas de feminazis.

Defendeu Bolsonaro da denúncia de incitação ao estupro.

Se opôs à aprovação do feminicídio.

É porta-voz de movimentos conservadores que negam mais proteção às mulheres.

Tenho pena das mulheres humilhadas, agredidas, mortas, prejudicadas ainda mais por suas falas.

Tá com pena porque o patrão humilhou Sheherazade dizendo o que ela pode falar?

Se for de esquerda e oferecer sua solidariedade, é capaz dela recusar.

Pra mim a crítica deve focar o erro dos dois. O dele, nessa conduta flagrantemente autoritária e o dela por ser vítima da postura opressora que sempre apoiou.

Minha intuição não falhou.

No twitter, Sheherazade dispensou a solidariedade recebida e chamou quem a defendeu do abuso de Silvio Santos de BURRO e BURRA!

E ainda agradeceu o patrão pela humilhação, porque considera que a “brincadeira” foi uma excelente oportunidade para realçar sua inteligência.

Uma brincadeira, foi como captou Sheherazade com seu intelecto superior.

Bando de burros e burras!

Quando ressaltei que a jornalista era vítima de suas escolhas, não o fiz para justificar a conduta abominável de Silvio Santos com a profissional e mulher, mas pra lançar um alerta às que como ela, escolhem o lado do opressor.

Por menos Sheherazades, que negam os crimes com motivação de gênero.

Entendem agora minha crítica sobre a conduta de patrão e empregada?

Parafraseando o que a bela disse sobre os bandidos que lincharam um adolescente ao poste, a “atitude do patrão é até compreensível.”

Sob a ótica dela, claro.