Líderes organizarão uma força-tarefa multipartidária com atos em todo o país para defender Lula das arbritariedades

Aliados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva preparam uma contra-ofensiva em reação às investigações e às ações penais em andamento contra o principal líder petista em tramitação na Justiça Federal em Curitiba e no Distrito Federal. Para isso, foi constituída uma força-tarefa multipartidária, que coordenará e organizará ações em todo o país, a partir de 7 de novembro, voltadas à disseminação de informações em defesa de Lula e do legado de seus dois mandatos.

A avaliação é que além da réplica nos processos, a defesa de Lula tem de ser feita para fora, nas ruas e nas redes sociais. O primeiro ato será o lançamento de uma campanha nacional em defesa do ex-presidente, no dia 7, em São Paulo, com a presença de juristas, intelectuais e militantes, que estimularão a mobilização de simpatizantes da causa em todo o país. Um ato maior, para milhares de pessoas, ocorrerá em 29 de novembro.




O movimento pretende inaugurar, também, comitês estaduais pró-Lula. O ex-presidente está disposto a percorrer o país. “Mas não em sua defesa pessoal, e sim, dos direitos que ajudou a conquistar e que o atual governo quer extinguir”, afirma o ex-ministro Gilberto Carvalho, um dos coordenadores nacionais da campanha.

“Além do processo de criminalização do Lula e do PT, há um movimento para retirar direitos da população”, acusa o ex-ministro. “A PEC do Teto retira os pobres do orçamento, a tentativa de desvincular os benefícios do salário mínimo prejudicará os aposentados”, reforça.

Carvalho afirma que a “guerra jurídica” contra o ex-presidente tem como finalidade precípua transformá-lo em “ficha suja” para afastá-lo da disputa pela sucessão presidencial em 2018. “Antes de nos preocuparmos com a sucessão no PT, temos de nos mobilizar em defesa do Lula”, conclama.

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