Jetro Fagundes: Para não dizer que não falei de Marisa

Se não conheces Marisa
Vai ao google, pesquisa
Então tu saberás
Que dona Marisa Letícia
Já enfrentou até polícia
Nos tempos dos generais

Marisa, a flor da beleza
Lá das origens camponesas
Herdou o encantar
Desde cedo é libertária
Quando menina, operária
Começou a labutar

Menina filha de imigrante
Tem sido linda militante
Desde que se uniu
A um sujeito bem arrojado
Por seu povo considerado
Maior presidente do Brasil

Esta filha de imigrantes
É uma mulher bem adiante
De muitas dessa geração
Marisa enfrentou soldados
Rompeu pelotões fardados
Tempo de Lula na prisão

Diferente de certa Marcela
Marisa Letícia é flor bela
Que não ama só seu lar
Marisa Letícia é decente
Que também ama sua gente
E o Movimento Popular

Marisa Letícia é recatada
Mas é também determinada
Pois vai à luta, sim senhor
E Marisa como determinada
Se respeita, e é respeitada
Por ter coração lutador

Flor que peitou cavalarias
Marisa inspira cantorias
Por não ser uma qualquer
Ela é como o raiar do dia
Faz acontecer com poesia
Tem o codinome Mulher

Marisa como primeira dama
Viveu realidade cotidiana
Na simplicidade do ser
Diferente de umas coiotes
Se distanciou de holofotes
Nunca quis se aparecer

Mulher movida à esperança
Também foi babá de criança
E Portinari a isso viu
Marisa filha de benzedeira
Sempre será a guerrilheira
Primeira Dama do Brasil

Jetro Fagundes, farinheiro do Marajó e de Ananin.


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