Iremar Marinho: Poder soberano pertence ao povo. Bom lembrar ao usurpador Temer

Que seria do Brasil sem um povo que não se revoltasse contra a usurpação da democracia por um golpe fascista, que entrega imensas riquezas naturais, como o Pré-Sal, a empresas multinacionais e se empenha em condenar a nacionalidade a um regime de miséria progressiva, com recursos reduzidos para as áreas de educação, saúde e geração de empregos e implode as políticas sociais de redistribuição de renda?

A economia brasileira, hoje uma das maiores do mundo, conviveu, entretanto, por imposição da elite da Casa Grande, com uma desigualdade social semelhante a países mais atrasados do Continente Africano. Desde a Colônia ao Império escravista e deste à Republica, usual foi a política de assalto permanente das riquezas do país pela elite parasita, nas últimas décadas associada ao capital rentista predador internacional.




Esse ranking vergonhoso, – que vinha sendo atacado desde 2002, quando foi eleito presidente da República o trabalhador Lula da Silva, que estabeleceu as primeiras políticas governamentais de inclusão social, – está agora sendo restabelecido e agravado pela avalanche da execrável ponte para o retrocesso, da qual foi incumbido o usurpador mussoliniano Michel Temer.

Um parêntese: (Em hipótese alguma, esse usurpador da democracia e seus acólitos do obscurantismo, no Congresso Nacional e na Justiça de exceção, escaparão de serem julgados como traidores da Pátria, não menos reles do que um Joaquim Silvério, numa luta do povo brasileiro, com Tiradentes, em 1792, que também era contra o assalto das riquezas do Brasil pelo predador interno e externo).

Está muito claro que a preocupação do regime usurpador ao impor a PEC do Dilúvio, não é com o desequilíbrio nas contas dos serviços públicos essenciais do país, e sim com a garantia de pagamento em dia dos juros da dívida pública a duvidosos credores internacionais.

Ressalve-se que, em vez de sacrificar só o povo para sobrar dinheiro que privilegie o pagamento aos ricos rentistas, um governo que se preocupasse com o futuro do país teria que fazer, primeiramente, a auditoria dessa dívida pública de lesa-pátria, contraída de modo criminoso, desde a ditadura militar até os governos do neoliberal e entreguista precursor FHC.

Em vez de aprovar a PEC sacrifica a Nação, o Congresso eleito pelo povo, com o mesmo ímpeto golpista, devia, ao contrário, aprovar a cobrança de imposto dos ricos que, no Brasil, não pagam ou pagam muito pouco e ainda sonegam, constituindo uma classe abominável de exploradores e parasitas, que se apropriam das riquezas produzidas pelo trabalhador.




Diante desta situação, o povo brasileiro, com sua tradição de luta, jamais se conformaria com aqueles que assestam o cutelo sobre suas cabeças. Embora lenta, a reação popular não tarda contra o golpe político, contra a entrega do petróleo ao capital internacional, contra a PEC do Dilúvio e a série de ataques à cidadania e aos direitos garantidos pela Constituição, até mesmo porque não há outro caminho para a Nação, que não seja fazer-se ouvir e impor aos poderes apodrecidos o que lhe interessa.

Afinal, é o povo brasileiro que detém o poder soberano e paira, em sua soberania, acima das investidas de qualquer sistema usurpador da democracia. Reafirme o povo então ao usurpador Michel Temer que o poder soberano lhe pertence e não a plenários de picaretas, azeitados pelo dinheiro do capitalismo internacional e da corrupção impune, na  recém-instaurada República de Ali Baba.


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