Iremar Marinho: Governo paralelo de emergência já para tirar o Brasil do golpe!

A presidente Dilma Rousseff deu o tom, esta semana, rebatendo ponto por ponto mais uma campanha de execrável teor midiático, lançada pelo usurpador Michel Temer contra os interesses do povo, ao usar dinheiro público para atacar a oposição com o slogan hitlerista “tirar o Brasil do vermelho”.

“Tirar o Brasil do golpe” é o apelo da presidente, desmentindo o discurso fascista do ministro golpista Henrique Meirelles na TV, que renegou até o programa neoliberal “ponte para o atraso”, lançado anteriormente, como forma de convencer os incautos sobre as justificativas do golpe.

Formar o Governo Paralelo de Emergência para não deixar passar em branco nenhuma desmedida do governo ilegítimo contra o povo brasileiro é a ação política mais conseqüente que as forças democráticas podem e devem adotar, na atual quadra pós-eleitoral, para evitar um desastre político, já previsto e planejado, para as esquerdas e o povo brasileiro, em 2018, pelas forças reacionárias fascistas que assaltaram o poder.

Governo Paralelo de Emergência não é uma ilusão de poder nem brincadeira infantil de pega-pega, mas um exercício de resistência ao obscurantismo no Brasil, com amplas chances de repercussão internacional, embora se saiba que será a princípio boicotado pela mídia golpista monopolizada e partidarizada.

Uma comissão formada pelos partidos de esquerda, centrais sindicais, movimentos sociais, juristas, artistas, intelectuais e demais segmentos e instituições da sociedade, que não aceitam o Brasil mergulhado no regime de exceção, deve exercer o Governo Paralelo de Emergência, sem necessariamente designar “presidente” e “ministros”, mas mantendo a desconstrução de todas as etapas do golpe político-midiático-judicial até sua derrota total.

Já temos precedentes recentes de Governo Paralelo, no Brasil, em 1990-92, embora em circunstâncias não golpistas, como instrumento da esquerda para uma oposição qualificada ao recém-empossado governo neoliberal conservador desastrado de Fernando Collor.

Ao lado da articulação das forças políticas que se uniram em torno da candidatura de Lula a presidente, no segundo turno das eleições presidenciais de 1989, o Governo Paralelo da época elaborou propostas de alcance estratégico, resultado de intensos debates envolvendo os mais variados atores sociais coordenados por expoentes da cultura, da ciência e da oposição democrática.

LIÇÕES DA HISTÓRIA SOBRE A RESISTÊNCIA

Se quisermos mais lições da História, ela nos ensina que não há outro caminho para o povo, na luta para reconquistar sua dignidade como Nação, senão a resistência política ao arbítrio do regime de exceção.

Foi assim, na Resistência Francesa, quando os nazistas invasores destruíram os partidos e os sindicatos da França. Foi assim, na Resistência Espanhola, quando o general fascista Francisco Franco tentou destruir a República. Foi assim, na Resistência Portuguesa, que derrotou o ditador fascista Antonio Salazar, na célebre Revolução dos Cravos.


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