Como previsto, investidores evitam o Brasil devido à instabilidade democrática causada pelo golpe

Via Jornal GGN:


Investidores estrangeiros estão hesitando em participar da próxima rodada de leilões de concessão de serviços públicos. Segundo a Folha de S. Paulo, representantes de bancos e fundos de investimentos estão com dificuldades de atrair investimentos para o Brasil. Uma das instituições teria desistido de captar recursos para um fundo específico para os leilões no país.

Uma das razões é a crise política. Banqueiros e gestores de fundo dizem que interessados em investir no Brasil estão se sentindo mais seguros colocando seus recursos em nações como Colômbia e Peru, por achar o clima político e as regras mais estáveis.




Outro ponto de interrogação é a Operação Lava Jato, e investidores querem garantias de que estarão imunes de ações judiciais caso adquiram a participação de construtoras nas concessões. Um exemplo foi a desistência da Brookfield de comprar a parcela da OAS na Invepar, administradora de várias concessões.

As instituições financeiras, que pretendiam atrair em torno de R$ 60 bilhões, não conseguiram garantir R$ 10 bilhões em investimentos até agora.  A mesma dificuldade é apresentada por escritórios de advocacia que assessoram investidores.

Batizado de Crescer pelo governo federal, o plano de concessões de Michel Temer foi apresentado há um mês, mas não lançou nenhum edital de concorrência.

Fundos de pensão de funcionários de empresas estatais, que já financiaram grandes projetos, alteraram suas políticas após investigações da Polícia Federal e deixaram a área de infraestrutura.

O BNDES também mudou suas regras, dificultando a liberação de recursos somente para projetos com estrutura de financiamento bem definida e apoio de bancos privados.