Humana, Dilma Rousseff afirma não ter ódio de Michel Temer

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) disse que não tem “ódio” do seu sucessor, o presidente Michel Temer (PMDB), mas o chamou de “traidor” nesta quinta-feira (13).

“Eu não tive ódio de torturador, por que eu vou ter ódio de traidor nesse processo [de impeachment]?”, disse Dilma em entrevista à Rádio Guaíba, emissora da capital gaúcha, nesta tarde. A petista fez referência ao seu passado político, quando foi presa e torturada durante o regime militar, e disse que o sentimento que a traição provoca é de “injustiça”.




“Não se pode ter ódio das pessoas. O ódio faz com que você seja capturado pelo objeto que você odeia”, afirmou.

A ex-presidente disse ainda ser “vítima” do impeachment que, para ela, tinha dois objetivos: evitar que “a Lava Jato chegue até eles” e “aprovar essa PEC da Maldade”, a “reforma da Previdência” que é “ultra ultra contra os interesses dos trabalhadores”.

Temer está prestes a viajar à Índia para reunião do Brics, bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Será a quarta viagem internacional do presidente desde 31 de agosto, quando assumiu o posto de forma efetiva.

Na ausência de Temer, o presidente da Câmara, o deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) assumirá a presidência temporariamente. Se não tivesse sido cassado, Eduardo Cunha (PMDB), que autorizou a abertura do processo de impeachment contra Dilma, seria o presidente interino.

Sobre Cunha, Dilma afirmou que a Câmara era “homogeneizada” por ele e que, se não aceitasse suas propostas, “não tinha gestão”.

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