Geraldo Alckmin (PSDB), o ‘santo’ da Lava Jato, recebeu caixa 2 nas campanhas que participou entre 2002 e 2010

Pelo menos três candidatos a delatores ligados ao Grupo Odebrecht relataram aos investigadores da Operação Lava-Jato nomes de supostos arrecadadores de caixa dois que teriam captado recursos e os destinado, ao menos em parte, ao abastecimento de campanhas eleitorais do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Cada arrecadador contaria com um esquema próprio de atuação, entre os anos de 2002 e 2010.

A informação foi apurada pelo Valor com diferentes fontes relacionadas às negociações para a assinatura do acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR).




Por meio de sua assessoria de imprensa, o governador Geraldo Alckmin negou qualquer ocorrência de irregularidades nas campanhas eleitorais das quais participou naquele período de oito anos, incluída a disputa presidencial de 2006.

Ao explicar o significado dos apelidos e valores vinculados a contratos de obras públicas que constam da contabilidade do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht — espécie de divisão da propina revelada pela secretária da empresa Maria Lúcia Tavares —, os delatores do grupo empresarial confirmaram aos procuradores que o codinome “santo” se trata do apelido usado para se referir a Geraldo Alckmin.

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