Em discurso na UFABC, Dilma Rousseff explica os danos que a agenda interina causará ao país

Em discurso realizado hoje (18) no ato “em defesa da educação, ciência, tecnologia & inovação”, a presidenta Dilma Rousseff discorreu acerca do atual momento político brasileiro, fez comparação entre a tentativa de golpe militar e o impeachment em tramitação no Senado, além de comentar sobre a agenda imposta pelo governo interino.

Dilma salientou que o objetivo do processo em curso tem como finalidade adotar uma agenda que, certamente, não seria aprovada nas urnas e alertou a população que em momento de crise tem-se um problema na distribuição dos recursos.

“É uma temeridade achar que o dinheiro está garantido para o população”, disse a Presidenta – soltando risos da platéia.

Teceu críticas à imposição de um semi-parlamentarismo no Brasil, que começou com rejeição de medidas progressivas enviadas pelo Planalto ao Congresso Nacional.

Criticou os cortes de Temer em áreas essenciais.

“Eu defendo rigorosamente a ampliação das vagas nas universidades privadas”, afirmou Dilma lamentando os cortes do governo interino na educação e se referindo aos pobres que chegaram à universidade durante os governos petistas.

Dilma Rousseff também falou dos riscos que o país corre com a “entrega” do pré-sal às multinacionais e de sua inocência – comprovada pelo MPF – no julgamento que corre no Senado.

No fim do discurso, a presidenta acenou para um novo pacto nacional baseado no diálogo com o Congresso, movimentos sociais, estudantes e professores.

Assista à integra do discurso: