Em audiência a Moro, ex-procuradores-gerais afirmaram que Lula não interferiu no trabalho da PGR

Antônio Fernando Barros e Silva de Souza e Cláudio Lemos Fonteles, ex-procuradores-gerais da República, disseram que o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não interferiu no trabalho da Procuradoria-Geral da República (PGR).




Os dois prestaram depoimento à Justiça Federal do Paraná na manhã desta quarta-feira (14) por videoconferência com Brasília (DF). Eles foram arrolados como testemunhas de defesa de Lula, que é réu nesta ação penal da Operação Lava Jato.

“Nunca, em nenhum momento, houve qualquer pedido direto ou indiretamente sobre as atividades que eram da minha atribuição nem de outros colegas do Ministério Público”, afirmou Antônio Fernando Barros e Silva de Souza.

O ex-procurador ganhou notoriedade no cargo ao apresentar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a denúncia que levou às condenações do mensalão.




Antônio Fernando Barros e Silva de Souza ainda disse que houve “mecanismos de aprimoramentos” nos órgãos do governo federal que combatem à corrupção durante a gestão de Lula.

Cláudio Lemos Fonteles, que foi procurador-geral da República entre os anos de 2003 e 2005, falou sobre a indicação do então presidente Lula, pouco depois de assumir o mandato, para que ele assumisse o cargo.

De acordo com Cláudio Lemos Fonteles, Lula respeitou a autonomia do Ministério Público da União ao nomeá-lo após a Associação Nacional dos Procuradores ter feito uma lista, em que ele foi colocado em primeiro lugar. “O presidente confirmou a vontade da classe”, pontuou.

Cada um dos ex-procuradores-gerais falou por cerca de seis minutos, respondendo às perguntas de Cristiano Zanin Martins, um dos advogados de Lula.

Leia mais no G1.