Eis mais um motivo para podemos afirmar que Temer não chegará ao fim do mandato (sic)

Pedimos, por um instante, que esqueçam que a água da Lava Jato está batendo no nariz de Michel Temer – o ‘MT’ da Odebrecht.

Há pelo menos duas “trincheiras” para que ocorra um golpe dentro do golpe. Ei-las:




1) O relator do processo da chapa Dilma-Temer, Henrique Neves, acenou que deve votar favoravelmente à cassação. Mesmo que as chances do pleno do TSE destituir Michel sejam pequenas, devido a à presença de juízas sérias – como Luciana Lóssio e Maria Thereza -, a possibilidade existe;

2) Um processo de impeachment não é descartado. Já que é sabido que o PSDB e partidos satélites – PV, DEM, SD, etc -, devem, em breve, abandonar o governo para ajudarem algum tucano chegar à cadeira presidencial, o que pelo voto, em eleições diretas, seria uma missão impossível.

Agora pedimos que voltem pensar no envolvimento de ‘MT’ na Lava Jato, afinal são 43 citações em uma única delação.

Na condição de presidente, Temer não poderá ser condenado por crimes referentes à atos ocorridos antes da tomada do poder – pelo menos em princípio.

Sabendo disso, o presidente dorme tranquilo todas as noites.

Mas existe um fato que ninguém – até então – enfatizou. Temer perderá a prerrogativa de foro tão logo deixe a presidência e dificilmente escapará da justiça após isso.

Mas há uma solução.

Existe uma terceira hipótese: Temer renunciará em tempo suficiente para poder concorrer a algum cargo nos pleitos de 2018. Assim o eterno vice-presidente recuperará o foro privilegiado e voltará a dormir tranquilo devido à lentidão do STF. Temer sabe que poderá morrer sem ser julgado.

A quem apenas pensa no “Fora, Temer”, a hipótese é boa; a quem teme o sucesso da conspiração tucana, nada muda.

Aguardemos os próximos capítulos.