Ei, Collor, Renan e Benetito: Alagoas tem fila de espera devido à suspensão de programa contra o analfabetismo por Temer

Todos os dias, os servidores alojados em uma sala de um prédio anexo à Secretaria Municipal de Educação de Maceió dão a mesma resposta: o Programa Brasil Alfabetizado está suspenso na capital alagoana por tempo indeterminado e não estão sendo feitas novas matrículas.

“Muita gente ainda nos procura. Uns para saber se há vagas, outros para saber quando vai voltar”, conta a coordenadora local do programa, Maria de Lourdes Nunes.

A paralisação é nacional, pois a gestão Temer suspendeu o programa que combate o analfabetismo.




O Estado tem a maior taxa de analfabetismo do país. De cada 100 pessoas com 15 anos ou mais de idade, 22 não sabem ler e escrever.

Na capital Maceió, 66 mil estão nessa situação, aponta pesquisa realizada pelo International Policy Center for Inclusive Growth, em parceria com o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e a Secretaria Municipal de Educação.

Isso representava 8,3% da população jovem e adulta.

O Estado também tem turmas do programa, mas só irá iniciar no mês que vem as aulas previstas para julho, com número de alunos bem menor do que o esperado.

A meta era de 17 mil, mas só 2.000 serão atendidos. “O atraso é ruim porque desestimula. Quanto maior o tempo entre a inscrição e o curso, maior a probabilidade de o aluno desistir”, diz Tereza Neuma, supervisora de programas da Secretaria Estadual de Educação.

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