Eduardo Cunha: ‘Não vou renunciar’

O deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que pode ter seu mandato cassado nesta segunda-feira (12) pelo plenário da Câmara, voltou a afirmar que não renunciará ao cargo. ”Não (vou renunciar). Nada a mais declarar. Só respondi a isso pela fofoca espalhada”, respondeu o peemedebista em mensagem ao Congresso em Foco.




A tese da renúncia de Eduardo Cunha voltou à discussão horas antes do início da sessão que pode selar sua cassação, marcada para começar às 19h desta segunda. Defensores do peemedebista sugeriram a ele que renunciasse para evitar o desgaste dos parlamentares que estão atuando em campanhas municipais e para não ter em seu currículo a expressão “deputado cassado”.

A avaliação dos aliados de Cunha é que, com a renúncia, a sessão de cassação poderia ser suspensa. O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), por sua vez, colocaria nas mãos do Plenário a decisão sobre a necessidade de se julgar o mandato de um parlamentar que já renunciou – o que daria margem para adiar a votação e diminuiria o ônus político para aqueles que apoiam a permanência de Eduardo Cunha.

Mas integrantes do chamado “centrão”, grupo de apoio criado por Cunha enquanto presidente da Casa, avaliam que a renúncia pouco antes da votação não seria útil para o peemedebista. Segundo o líder do DEM na Câmara, Pauderney Avelino (AM), Cunha perdeu o timing para renunciar. Abrir mão do mandato poucas horas antes do julgamento seria “inócuo”, segundo ele. “Não tem porque adiar a sessão. Os deputados estão chegando, interromperam as campanhas em suas bases e se comprometeram com a Casa. Tem que haver votação”, defendeu.

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