Economista da FGV afirma que o Bolsa Família ajuda a movimentar a economia local

Apesar do baixo impacto em termos de arrecadação para as prefeituras, os repasses do Bolsa Família têm evitado que as cidades entrem num colapso ainda maior. Especialistas afirmam que o dinheiro distribuído entre a população de baixa renda, embora seja pouco para cada beneficiário, ajuda a movimentar a economia local.

O economista, Marcelo Neri, diretor da FGV Social, lembra que o Bolsa Família é o programa que tem o maior efeito multiplicador sobre a economia. “Para cada R$ 1 de repasse, o PIB (Produto Interno Bruto) cresce R$ 1,78”, destaca ele, lembrando que o orçamento do Bolsa Família representa entre 0,3% e 0,5% do PIB nacional. “É um programa bem focalizado e, por isso, faz a roda girar.”




O coordenador do Laboratório de Estudos da Pobreza da Universidade Federal do Ceará (UFC), João Mário França, tem opinião semelhante. “Como estamos falando de municípios com nível de renda baixo, que vivem praticamente de serviços e têm pouquíssima produção industrial, o dinheiro que entra pelo Bolsa Família de certa forma dinamiza o comércio local, conseguindo preservar o nível de empregos e evitando que essas cidades entrem em uma recessão mais profunda.”

Na avaliação dele, o Bolsa Família tem um bom custo-benefício e funciona como um “colchão” num período de recessão. “O programa tem um impacto social muito grande na redução da pobreza, principalmente nos municípios menores, num momento em que a oferta de emprego, com a crise econômica, ainda é muito reduzida. As pessoas conseguem ao menos uma renda para sobreviver”, afirma. 

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